A genética é um dos principais aliados na construção de lavouras de trigo mais produtivas, saudáveis e sustentáveis. Por meio do melhoramento genético, é possível incorporar características de resistência às principais doenças da cultura, reduzindo a velocidade de avanço dos patógenos e contribuindo para maior estabilidade produtiva.
Entre as principais doenças que afetam o trigo estão mancha-amarela, mancha-marrom, oídio, ferrugem da folha, giberela e estria bacteriana. A escolha de cultivares com maior nível de resistência é, portanto, uma importante ferramenta dentro do sistema de produção.
Cultivares resistentes podem reduzir a dependência de fungicidas, mas a genética não substitui o manejo da lavoura.
Os melhores resultados são obtidos pela integração entre diferentes estratégias, como:
Essa integração permite maior eficiência no controle de doenças e contribui para produtividade, sanidade e segurança do sistema produtivo.
Na safra 2026, ensaios conduzidos na área experimental da ATSI BRASIL avaliaram a incidência e a severidade de oídio em diferentes cultivares e estratégias de manejo.
Os resultados demonstram que existe variabilidade na resposta dos materiais, reforçando a importância de avaliar o comportamento das cultivares diante dos principais patógenos.
O monitoramento da incidência de oídio permite identificar materiais mais resistentes e auxilia na tomada de decisão para o manejo da doença.
Da mesma forma, os diferentes manejos avaliados apresentaram respostas distintas entre as cultivares, mostrando que não existe uma estratégia única para todos os materiais e ambientes.
Os resultados dos ensaios reforçam que a genética é um fator decisivo para reduzir a incidência de doenças.
Cultivares mais resistentes podem proporcionar:
Menor incidência de doenças
Menores níveis de patógenos e maior preservação da área foliar.
Maior produtividade
Maior potencial produtivo e maior estabilidade de rendimento.
Mais sanidade
Menor dependência de fungicidas e plantas com tecido foliar saudável por mais tempo.
Sistemas mais sustentáveis
A integração entre genética, manejo e ambiente contribui para sistemas produtivos mais eficientes, rentáveis e sustentáveis.
A escolha da cultivar é uma das primeiras decisões para definir o potencial sanitário e produtivo de uma lavoura. Conhecer o comportamento dos materiais, monitorar as doenças e integrar genética e manejo são passos fundamentais para uma agricultura cada vez mais eficiente.
Na ATSI BRASIL, a pesquisa e a experimentação de campo contribuem para gerar informações que auxiliam produtores, empresas e profissionais do agro na tomada de decisões mais assertivas.
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