As doenças foliares estão entre os principais desafios para a produtividade do milho no Brasil. O complexo de manchas, causado principalmente por fungos, reduz a área fotossintética das plantas, compromete o enchimento de grãos e pode limitar o potencial produtivo da lavoura.
ATSI NEWS – Informativo Semanal, a ATSI BRASIL apresenta informações sobre as principais doenças foliares do milho, os resultados de ensaios com fungicidas e as estratégias de manejo para preservar a sanidade da cultura e maximizar a produtividade.
Entre as doenças que merecem atenção estão:
Cercosporiose (Cercospora zeae-maydis);
Ferrugem comum (Puccinia sorghi);
Helmintosporiose (Exserohilum turcicum);
Mancha de bipolaris (Bipolaris maydis);
Mancha-branca (Pantoea ananatis);
Antracnose foliar (Colletotrichum graminicola).
A identificação correta dos sintomas é fundamental para orientar as decisões de manejo e reduzir os impactos das doenças sobre o desempenho da lavoura.
Ensaios conduzidos pela ATSI BRASIL na safra 2025/2026 demonstraram ganhos de produtividade de até 10,9 sacas por hectare em comparação com a testemunha.
Entre os tratamentos avaliados, a associação de bixafem, protioconazol e trifloxistrobina apresentou o maior ganho de produtividade, com 10,9 sc/ha, retorno estimado de R$ 516,50 por hectare e controle de 74,0%.
Os resultados reforçam a importância de avaliar não apenas a eficiência de controle das doenças, mas também o retorno econômico dos tratamentos aplicados.
O retorno foi calculado considerando o ganho de produtividade, o preço médio de R$ 60,00 por saca de milho no Rio Grande do Sul e o custo do produto aplicado por hectare.
A escolha adequada dos fungicidas e o momento de aplicação são fatores importantes para preservar a área foliar, especialmente durante o período crítico de enchimento de grãos.
A utilização de combinações de diferentes grupos de fungicidas, como estrobilurinas, triazóis e carboxamidas, pode ampliar o espectro de controle, conforme as doenças presentes e as recomendações técnicas de cada produto.
Além disso, o Manejo Integrado de Doenças (MID) deve considerar a identificação precoce dos sintomas, a escolha de híbridos com maior resistência, a rotação de culturas e a alternância de modos de ação, contribuindo para reduzir o risco de seleção de populações de fungos resistentes.
O manejo de doenças foliares vai além da aplicação de fungicidas: exige monitoramento, diagnóstico correto e decisões técnicas baseadas em resultados.
Com pesquisa aplicada e avaliação de desempenho a campo, a ATSI BRASIL contribui para o desenvolvimento de estratégias que favorecem a sanidade das lavouras, a sustentabilidade do sistema produtivo e a rentabilidade do produtor rural.
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