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Pesquisadores Chineses editaram um Gene da Soja

E o resultado foi um aumento de 55% de produtividade

Pesquisadores do Institute of Plant Protection, Chinese Academy of Agricultural Sciences publicaram, em junho de 2026, na revista científica Plants, um estudo sobre a edição genética da soja utilizando a tecnologia CRISPR/Cas9.

O trabalho modificou o gene GmJAG1, responsável por funções relacionadas à arquitetura da planta. A alteração produziu plantas com folhas mais estreitas, melhor distribuição da luz no dossel e maior número de sementes por vagem.

O resultado:

Em testes de campo realizados na província de Henan, na China, na safra 2025, as plantas com o gene editado apresentaram 55,22% mais produtividade de grãos em comparação às plantas não editadas.

O resultado indica o potencial da biotecnologia para desenvolver plantas capazes de aproveitar melhor a luz e produzir mais grãos por vagem.

Ainda há desafios:

Os próprios pesquisadores destacam algumas limitações, como amostras pequenas, caracterização incompleta das raízes e necessidade de aprofundar os estudos sobre as funções do microbioma.

Por isso, recomendam testes em múltiplos anos e regiões antes de qualquer conclusão sobre o uso comercial da tecnologia.

E por que isso importa para o Brasil?

O avanço também está relacionado à estratégia chinesa de aumentar sua autossuficiência em recursos genéticos agrícolas. O 15º Plano Quinquenal (2026–2030) estabelece uma meta de 85% de autossuficiência nesses recursos.

A soja está entre os produtos de maior dependência externa da China. Segundo projeções citadas nos cards, a autossuficiência chinesa em soja poderia avançar de 15,8% para 21,5% durante o período do plano.

Mesmo com esse avanço, a China continuaria sendo um grande importador mundial de soja, mas a evolução genética pode contribuir para reduzir sua dependência externa.

O que fica para o agro?

O estudo reforça uma tendência importante: genética, edição de genes, pesquisa e produtividade estão cada vez mais conectadas.

O resultado de 55,22% é expressivo, mas ainda precisa ser validado em diferentes ambientes e condições de cultivo.

Referências:
Chen et al. Plants, 2026. DOI: 10.3390/plants15121828
CHINESE ACADEMY OF AGRICULTURAL SCIENCES. Institute of Agricultural Economics and Development. China Agricultural Industry Development Report 2026. Beijing: Institute of Agricultural Economics and Development, 2026. Disponível em: <https://iaed.caas.cn/ztzl/zgnycyfzbgx/zgnycyfzbg2026/index.htm>. Acesso em: 29 set. 2026.
CHINA. Governo da República Popular da China, 2026. Disponível em: < https://www.gov.cn/yaowen/liebiao/202603/content_7062633.htm?>. Acesso em: 29 set. 2026.

 

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